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    <title>Rio 2016</title>
    <link>http://www.rio2016.com.br</link>
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    <pubdate>Sun, 01 Aug 2010 05:58:59 GMT</pubdate>
    <item>
      <title>Um marco no desenvolvimento do esporte</title>
      <description><![CDATA[<P>Atletismo, boxe, esgrima, esportes aquáticos, ginástica, lutas, judô, taekwondo, tênis de mesa, tiro com arco, tênis, badminton e levantamento de peso. Estas serão as primeiras modalidades contempladas pelo Centro Olímpico de Treinamento, um ambicioso projeto do COB apresentado juntamente à candidatura Rio 2016. O revolucionário COT centralizará a infra-estrutura necessária para a formação, treinamento e desenvolvimento de atletas, otimizando o trabalho das comissões técnicas e de outros profissionais do esporte. Além das instalações esportivas, ele contará ainda com uma completa infra-estrutura de apoio, incluindo biblioteca, salas de aula, auditório, laboratório de informática, alojamentos etc. O COT nasce, definitivamente, como um importante legado da candidatura Rio 2016 para toda a América Latina e o Caribe, demonstrando o compromisso do Brasil com o movimento olímpico. Agberto Guimarães - campeão Pan-americano em Caracas/1983 nos 800 e 1500 metros, e atual Diretor de Esportes da Candidatura Rio 2016 - é quem explica este projeto com mais detalhes:<BR> <BR><STRONG>P: O que é exatamente o Centro Olímpico de Treinamento?</STRONG> <BR><STRONG>R: </STRONG>Um COT é um ambiente propício para a execução de treinamentos com o auxílio de profissionais com sólida e atualizada formação científica, além de equipamentos e instalações do mais alto nível. O objetivo principal é centralizar toda a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento dos atletas.<BR> <BR><STRONG>P: De onde veio a inspiração do projeto?</STRONG> <BR><STRONG>R: </STRONG>A idéia surgiu da observação das estratégias de sucesso utilizadas pelas principais potências esportivas mundiais que já contam com os COTs.<BR> <BR><STRONG>P: Este projeto está condicionado à escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos?</STRONG> <BR><STRONG>R: </STRONG>Não, o COT será um legado do próprio processo de candidatura.<BR> <BR><STRONG>P: Ele pode ser implantado futuramente também em outras cidades do País?</STRONG> <BR><STRONG>R: </STRONG>A idéia inicial é ter um COT principal no Rio de Janeiro, uma espécie de “quartel-general”, e fortalecer a utilização dos Centros de Treinamento das modalidades olímpicas já existentes nas outras cidades brasileiras. O COT será mais voltado ao desenvolvimento e refinamento dos treinamentos de atletas de alto nível. O trabalho de formação de atletas ficará a cargo dos CTs exclusivos das modalidades olímpicas.<BR> <BR><STRONG>P: E como funcionarão os ciclos de internação dos atletas?</STRONG> <BR><STRONG>R: </STRONG>A parte operacional do COT será gerenciada por uma agenda confeccionada de acordo com os principais eventos esportivos nacionais e internacionais. Seguindo esse calendário, as seleções das referidas modalidades serão convidadas para os ciclos de internação. Neste período, os atletas participarão de baterias de testes e utilizarão a estrutura física e profissional para suporte a seus treinamentos. Ao fim do período determinado, os atletas e a comissão técnica voltarão aos seus locais de origem para a continuação dos treinamentos e a disseminação dos conhecimentos adquiridos.<BR> <BR><STRONG>P: Além do treinamento, o que mais o COT poderá oferecer aos atletas?</STRONG> <BR><STRONG>R: </STRONG>O COT irá prover serviços nas seguintes áreas: nutrição; fisioterapia; medicina esportiva e clínica; apoio à carreira de atletas; avaliação fisiológica, biomecânica, psicológica e bioquímica; e um centro de informações esportivas com infra-estrutura para cursos, simpósios e palestras.<BR> <BR><STRONG>P: De quanto será o investimento para sua construção e manutenção?</STRONG> <BR><STRONG>R: </STRONG>Esses investimentos ainda estão sendo calculados. As verbas virão de investimentos do Ministério do Esporte, de contratos de patrocínio e de leis de incentivo fiscal.<BR> <BR><STRONG>P: Qual foi sua maior conquista como atleta?</STRONG> <BR><STRONG>R: </STRONG>No cenário olímpico, certamente foi o quarto lugar nos 800 m dos Jogos de Moscou, em 1980. Nas disputas continentais, destaco as medalhas de ouro dos Jogos Pan-americanos de Caracas, em 1983, nos 800 e 1500m.<BR><STRONG><BR>P: Quais eram as principais dificuldades de treinamento na sua época?</STRONG> <BR><STRONG>R: </STRONG>Iniciei minha carreira em Belém do Pará, no ano de 1974 (Agberto nasceu na cidade paraense de Tucuruí). Dá para imaginar quantas dificuldades tínhamos naquela época. Belém só tinha uma pista de terra e lá chove todos os dias, faz um calor bem razoável - média de 32 graus na sombra - e umidade por volta de 90%. Não havia equipamento para dar suporte ao treinamento dos atletas. Patrocínio, nem pensar. E, para tornar a coisa ainda mais difícil, Belém fica muito isolada do Sudeste do Brasil, onde aconteciam as competições de atletismo. Felizmente consegui uma bolsa para estudar nos EUA, em 1978, e daí por diante as coisas melhoraram.<BR> <BR><STRONG>P: E o que você acha que melhorou para os atletas de hoje?</STRONG> <BR><STRONG>R: </STRONG>Absolutamente tudo. No caso do atletismo, hoje temos pistas sintéticas de excelente qualidade espalhadas por vários Estados do Brasil, e um número enorme de competições de ótima qualidade organizadas pela CBAT. O COB, através do departamento técnico, cuida para que os atletas brasileiros selecionados por suas respectivas confederações tenham todo apoio necessário para suas preparações antes dos Jogos Olímpicos e Pan-americanos: providencia uniforme de qualidade, promove <EM>training camps</EM> de aclimatação... e muitos esportistas recebem suporte financeiro das suas confederações, ou via programas da Solidariedade Olímpica, além do patrocínio de entidades privadas.<BR> <BR><STRONG>P: O que o projeto do COT pode deixar de legado para o Rio e para o Brasil?</STRONG> <BR><STRONG>R: </STRONG>O projeto em si será um marco no desenvolvimento do esporte Olímpico no Brasil, pois dará às Confederações a oportunidade de treinarem seus atletas num centro esportivo dotado das mesmas condições de infra-estrutura que os centros encontrados em outros países mais desenvolvidos. Oferecerá a oportunidade a uma centena de profissionais da área esportiva de participarem da preparação dos atletas de elite e, por fim, proporcionará uma grande oportunidade para a formação de vários profissionais do esporte de todo o Brasil.</P>]]></description>
      <link>http://www.rio2016.com.br/pt/Entrevistas/Entrevista.aspx?idConteudo=468</link>
      <pubdate>1/21/2008 6:39:31 AM</pubdate>
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      <title>As estruturas - que não se abalam - de um arquiteto Olímpico</title>
      <description><![CDATA[<P>O australiano John Baker chegou ao Brasil em outubro de 2003 para liderar a equipe de arquitetos na concepção dos locais de competição dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. De lá para cá, muito trabalho, planejamento e execução de dezenas de instalações que receberam os mais variados esportes e elogios. Uma delas, o Centro Nacional de Tiro (criação do escritório BCMF Arquitetos), que faz parte do Complexo de Deodoro, está na lista de indicados a um prêmio da VI Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo 2008 (BIAU 08). Enquanto isso, a rotina de desenvolvimento de projetos e análises técnicas não pára. Ainda mais agora, com a dedicação do consultor à candidatura Rio 2016. O objetivo é que os palcos de disputa da cidade, novos, ampliados ou remodelados, estejam prontos para sediar provas do mais alto nível. Nada que assuste John Baker, diretamente envolvido nos principais eventos esportivos do mundo, como os Jogos Olímpicos de Sidney 2000, Atenas 2004 e Beijing 2008. Confira a entrevista a seguir: <BR><BR><STRONG>Qual a sua experiência em grandes eventos esportivos internacionais?</STRONG><BR>Participei dos Jogos Olímpicos de Sidney 2000, Atenas 2004, Beijing 2008, onde estive diretamente envolvido no desenvolvimento dos locais de competição permanentes. Como consultor, trabalhei em projetos como Jogos da Ásia Doha 2006 (Qatar) e Jogos da Comunidade Britânica Nova Délhi 2010 (Índia). Sem falar, é claro, no Rio 2007. </P>
<P><STRONG>Quando você chegou ao Brasil?<BR></STRONG>Vim para cá há quatro anos e meio para ajudar na elaboração dos locais de competição dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. Agora estou trabalhando com a equipe EKS e assessorando o Comitê Rio 2016 nas questões de infra-estrutura apresentadas na candidatura.<SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"><BR><BR></SPAN><STRONG>Conte um pouco do seu cotidiano por aqui.</STRONG> <BR>Trabalhamos bastante todos os dias, do desenvolvimento do Masterplan (planta mestre) dos locais de competição permanentes e temporários, até as informações de consultoria técnica. Desde que cheguei, passo cerca de 50% do meu tempo no Brasil.<BR><BR><STRONG>O Centro Nacional de Tiro é um dos indicados para um prêmio da BIAU 08, em Lisboa. Qual sua opinião sobre as instalações?</STRONG><BR>Maravilhosas. Na verdade, gostaria de citar também o Centro Hípico, que, junto com o de Centro Nacional de Tiro, foi um dos primeiros a ser desenvolvidos. Ambos são de primeira linha, contemplam as exigências das federações internacionais, com níveis que encontramos apenas em locais que receberam os Jogos Olímpicos.<BR><BR><STRONG>Como foi sua participação nesses projetos?</STRONG><BR>Estive envolvido no briefing, principalmente. Ambos foram concebidos pelo escritório BCMF Arquitetos, de Bruno Campos (Arquiteto Responsável), Marcelo Fontes e Silvio Todeschi e equipe para receber não somente o Pan-americano, mas os Jogos Olímpicos e etapas de campeonatos mundiais. As instalações foram projetadas para serem expandidas, mesmo que minimamente. São de alta qualidade, merecem ser reconhecidas por prêmios internacionais. <BR><BR><STRONG>Como foi a avaliação do Centro Nacional de Tiro durante a Copa do Mundo, realizada em março?</STRONG><BR>Mais de 250 atletas de mais de 40 países estiveram presentes. Os aplausos deles são a melhor resposta que podemos ter. Se eles elogiam, isso quer dizer que o espaço obteve sucesso em todos os aspectos. <BR><BR><STRONG>Fale um pouco do Parque Radical do Rio, que faz parte dos projetos da candidatura Rio 2016. <BR></STRONG>É fantástico. Será construído no Complexo de Deodoro para abrigar três modalidades olímpicas: mountain bike, canoagem slalom e ciclismo BMX. Mas modalidades não-olímpicas – ainda em fase de estudos - também serão contempladas. Talvez skate, escalada, não está definido. Trata-se de um projeto único, que nunca esteve presente em Jogos Olímpicos.<BR><BR><STRONG>Mais um legado para a cidade?<BR></STRONG>Com certeza. A idéia é oferecer as instalações para a população carioca e aproximar parte da nova geração que gosta de esportes radicais. Por isso ficará em Deodoro, região do Rio onde a juventude está mais concentrada. O espaço terá um conceito particularmente desenvolvido, uma interação muito grande entre natureza e esporte. O objetivo é concebê-lo projetando o futuro, de fato, para gerarmos interesse pelo Movimento Olímpico. </P>
<P><BR> </P>]]></description>
      <link>http://www.rio2016.com.br/pt/Entrevistas/Entrevista.aspx?idConteudo=514</link>
      <pubdate>4/15/2008 5:08:50 PM</pubdate>
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    <item>
      <title>Investment grade beneficia candidatura do Rio aos Jogos Olímpicos de 2016</title>
      <description><![CDATA[<P>A elevação do grau de classificação do Brasil anunciada pela Standard &amp; Poor´s (S&amp;P) em abril é mais do que um bom sinal para a economia brasileira. De acordo com Alan Cardoso, analista de investimentos do Banco Prosper, trata-se de um momento histórico. Em entrevista ao site Rio 2016, ele conta como os efeitos do <EM>investment grade</EM> - uma espécie de selo de qualidade -, podem ser positivos e importantes para a candidatura aos Jogos Olímpicos. Para o especialista, todos os indicadores que representarem estabilidade serão observados com interesse pela comunidade internacional, pois significam tranqüilidade e segurança para investimentos. O cenário institucional brasileiro, que evoluiu de forma incontestável nos últimos anos, hoje apresenta índices extremamente favoráveis. A implantação do Plano Real e a introdução da nova moeda, na década de 1990, foram o ponto de partida para a mudança. O controle da inflação permitiu a realização de planejamentos de longo prazo e a viabilização de estratégias empresariais sólidas. Veja os detalhes a seguir:<BR><BR><STRONG>Quais as principais razões que fizeram o Brasil alcançar o atual estágio econômico e a classificação de <EM>investment grade</EM>?<BR></STRONG>Devemos ressaltar uma série de fatores, entre eles a estabilidade macroeconômica, o histórico de continuidade política, a independência operacional do Banco Central e o amadurecimento do mercado de capitais. Tudo isso garante ao Brasil uma posição confortável e um crescimento significativo, mesmo diante de turbulências internacionais.<BR><BR><STRONG>Onde podemos identificar o ponto de partida deste cenário?<BR></STRONG>Na implantação do Plano Real e na introdução da nova moeda, em 1994. A inflação, até então, assustava investidores internacionais e dificultava qualquer tipo de planejamento. Agora, e há quase 15 anos, os índices estão inteiramente controlados.<BR><BR><STRONG>O que representa, na prática, a mudança anunciada pela S&amp;P?<BR></STRONG>Representa a garantia de que o país tem condições de pagar sua dívida soberana, o que dá tranqüilidade para o investidor internacional. Ou seja, ele percebe que existe capacidade de cumprir compromissos, maturidade - com a permanência do modelo econômico - e crescimento da economia com ambiente estável.<BR><BR><STRONG>A postura do Brasil diante da crise americana teve impacto na decisão da agência?</STRONG><BR>Certamente. Estamos conseguindo enfrentar bem os problemas dos Estados Unidos e o reflexo disso no mundo. Não há dúvidas de que é um teste de resistência para a nossa economia.<BR><BR><STRONG>Seria possível afirmar que o <EM>investment grade</EM> ajudará a candidatura Rio 2016?<BR></STRONG>Claro, com certeza. Mais do que tudo, a elevação do grau de classificação do país é uma espécie de selo de qualidade. Isso assegura um nível de solidez da economia que permite fazer investimentos de longo prazo com tranqüilidade.<BR><BR><STRONG>A situação da dívida externa brasileira contribuiu para a estabilidade?</STRONG><BR>Também. A dívida externa líquida tornou-se negativa com o crescimento das reservas cambiais. Isso quer dizer que o Brasil tem dinheiro para cumprir o pagamento, se quiser. Em outras palavras, os ativos em moeda estrangeira são suficientes para honrar toda a dívida pública externa.<BR><BR><STRONG>Podemos esperar mudanças no cenário econômico brasileiro?<BR></STRONG>Não acreditamos em grandes mudanças imediatas. O <EM>investment grade</EM> é mais um fator de desenvolvimento econômico aliado a excelentes circunstâncias do mercado interno e forte demanda do mercado internacional. A classificação obtida solidifica a posição do Brasil como um excelente destino para os investimentos de longo prazo. </P>]]></description>
      <link>http://www.rio2016.com.br/pt/Entrevistas/Entrevista.aspx?idConteudo=520</link>
      <pubdate>5/7/2008 4:42:01 PM</pubdate>
      <guid>520</guid>
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      <title>Indicados ao Emmy pela Cerimônia de Abertura dos Jogos Rio 2007 dizem o que esperam do prêmio</title>
      <description><![CDATA[<P>A sensação de encanto provocada pela Cerimônia de Abertura dos Jogos Pan-americanos Rio 2007, realizada no Maracanã em julho do ano passado, chegou aos Estados Unidos. A beleza e a emoção do espetáculo de luzes, cores e sons fizeram do evento um dos indicados ao Prêmio Emmy, o Oscar da TV americana, em três categorias (Melhor Figurino, Melhor Direção de Arte/Cenário e Melhor Iluminação). Nesta entrevista, grandes profissionais que participaram intensamente da organização da festa comentam o que acharam da notícia e o que esperam para o dia 13 junho, data em que os vencedores serão anunciados em Nova Iorque. A carnavalesca Rosa Magalhães (no centro), o designer Luiz Stein (à esq.), o produtor Scott Givens (o segundo da dir.para esq.,&nbsp;com Leonardo Gryner, diretor de marketing do COB e diretor geral da cerimônia, e Alê Siqueira, diretor musical, à dir.) e suas equipes não sabem se vão ganhar, mas já estão cheios de orgulho. A seguir, leia a entrevista completa com Rosa e Luiz, que assinaram a direção artística do evento, e Scott, produtor-executivo:<BR><BR><STRONG>Qual a sua reação ao receber a notícia das indicações?</STRONG><BR><BR><STRONG>Rosa:</STRONG> De início, não acreditei. Liguei para o Luiz (Stein) para saber se era verdade. Mas, mesmo que o troféu não venha, já estamos orgulhosos. Afinal, junto com o Oscar (cinema) e o Grammy (música), o Emmy é um dos prêmios mais conhecidos em todo o mundo.<BR><BR><STRONG>Luiz:</STRONG> Achei surpreendente. Esperava uma repercussão superbacana aqui no Brasil, o que aconteceu, mas não imaginava que haveria todo esse reconhecimento internacional. Me sinto realmente privilegiado por ter participado de um evento de tamanha grandeza.<BR><BR><STRONG>Qual o significado das indicações para você?</STRONG><BR><BR><STRONG>Scott:</STRONG> Estou honrado. Desde que tive a oportunidade de conhecer o trabalho de Rosa, Luiz e de toda a nossa equipe - tão criativa -, venho dizendo a todos que realmente fizemos um trabalho “world class”. É emocionante vê-lo reconhecido. As cerimônias Pan-americanas alcançaram um sucesso incrível e representaram uma oportunidade única. Estou muito feliz por ter tido a oportunidade de fazer parte de um grupo sensacional em um evento de tanto sucesso.<BR><BR><STRONG>O que fez da cerimônia um evento tão especial?</STRONG><BR><BR><STRONG>Luiz:</STRONG> Acredito que não só a excelência e o talento dos profissionais envolvidos, mas a capacidade de reunir elementos como cultura popular, samba e luz cênica. Tudo isso em um palco fantástico como o Maracanã, uma referência de espetáculos grandiosos no Rio de Janeiro.<BR><BR><STRONG>Qual o seu momento preferido?</STRONG><BR><BR><STRONG>Rosa:</STRONG> Posso dizer alguns. O início, por exemplo, quando sentimos que a apresentação ia começar pra valer depois de tanta expectativa; o hino nacional, que é sempre emocionante; a Adriana Calcanhoto, um momento bastante intimista; e também a sensação de ver que tudo funcionou bem. Mesmo com tantos ensaios, sempre fica a apreensão.<BR><BR><STRONG>Luiz:</STRONG> Copacabana, um dos momentos mais originais. Conjuga todos os elementos que comentamos com muita beleza, além de trabalhar bem os movimentos coletivos (coreografia de multidão) - inspirado em teatros itinerantes -, como fazer o mar a partir de saias azuis.<BR><BR><STRONG>O que você tem a dizer sobre a equipe com a qual trabalhou?</STRONG><BR><BR><STRONG>Scott:</STRONG> Tenho imenso orgulho do meu grupo por sua imensa criatividade, dedicação e capacidade de trabalho. Todos fizeram grandes sacrifícios com o intuito de apresentar o melhor espetáculo possível ao Rio e ao Brasil, e o resultado foi realmente extraordinário. Foi a centelha da paixão brasileira que iluminou aquele espetáculo no dia 13 de julho de 2007. Jamais vou esquecer aquela noite... E serei eternamente grato ao grupo que fez com que ela se tornasse realidade.<BR><BR><STRONG>Com as indicações, já podemos falar em reconhecimento ou será preciso ganhar os prêmios?</STRONG><BR><BR><STRONG>Scott:</STRONG> Na indústria do entretenimento, a indicação já é uma grande honra. Luiz, Rosa e os seis membros da equipe foram indicados pela National Academy of Television Arts and Sciences. No setor, Rosa e Luiz serão apresentados muitas vezes com o título de Indicado ao Emmy. Esta é uma distinção única e rara. Seria fantástico termos também a sorte de ver o nosso trabalho premiado, mas, neste momento, já estou&nbsp; profundamente honrado com a indicação. As manchetes nos jornais do Rio no dia seguinte da nossa cerimônia nos revelaram o enorme sucesso do evento. Contudo, a indicação é um reconhecimento por parte do nosso setor e coloca o trabalho em posição de destaque junto ao dos nossos colegas.<BR><BR><STRONG>Qual a sua expectativa em relação ao prêmio em si? Temos chances?</STRONG><BR><BR><STRONG>Luiz:</STRONG> Difícil saber. Pessoalmente, recebi 13 indicações para o Prêmio da MTV e não ganhei nenhum. Ainda assim, apesar da ironia, me sinto lisonjeado. O que posso dizer é que também me sinto verdadeiramente honrado pela indicação do Emmy.<BR><BR><STRONG>Rosa:</STRONG> A expectativa é sempre a melhor possível. Se temos chances, não sei. Vamos esperar com elegância.<BR><BR>As categorias e os nomes dos indicados ao Prêmio Emmy pela Cerimônia de Abertura dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 são:<BR><BR>Melhor Figurino (Rosa Magalhães e David Profeta)<BR>Melhor Direção de Arte/Cenário (Rosa Magalhães, Luiz Stein, Libby Hyland e Scott Givens)<BR>Melhor Iluminação (Dave Grill, Laura Frank e Paul Sonnleitner)<BR></P>]]></description>
      <link>http://www.rio2016.com.br/pt/Entrevistas/Entrevista.aspx?idConteudo=528</link>
      <pubdate>5/27/2008 1:06:04 PM</pubdate>
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      <title>“Junto e misturado, todo mundo na mesma conexão”</title>
      <description><![CDATA[<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="COLOR: black">José Júnior, um dos principais líderes do movimento pela inclusão social no Brasil, é o coordenador executivo do Grupo Cultural AfroReggae. Reconhecido no país e no exterior, ajuda a conduzir a organização desde 1993, ano em que a estrutura do projeto começou a ser montada para hoje contar com quatro núcleos (Vigário Geral, Parada de Lucas, Cantagalo-Pavão-Pavãozinho e Complexo do Alemão), 14 grupos artísticos e 74 projetos no Brasil e no mundo. Às vésperas do evento de comemoração dos 15 anos da instituição (nesta quarta-feira, no Theatro Municipal), Júnior declarou apoio à candidatura do Rio de Janeiro para receber os Jogos Olímpicos de 2016 com todas as letras. Seu depoimento é mais uma comprovação de que o sonho de sediar a maior competição esportiva do mundo pela primeira vez na América do Sul é compartilhado por diversos setores da sociedade brasileira. Em entrevista, o representante do AfroReggae afirma acreditar na vocação da cidade para realizar grandes eventos, na capacidade de integração do Rio de Janeiro e na força de ações sociais e culturais para contribuir com o sucesso da campanha.<BR><BR></SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="COLOR: black"><STRONG>O que dizer da candidatura do Rio de Janeiro para receber os Jogos Olímpicos de 2016?</STRONG><BR></SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="COLOR: black">Como todo brasileiro, estou muito feliz com essa possibilidade. A gente tem a chance de deixar um legado social e cultural bastante significativo. Digo isso não só pelo sucesso dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 e pelo sucesso que será a Copa do Mundo de 2014. Acredito muito no potencial da cidade, do estado e do país.<BR><BR></SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="COLOR: black"><STRONG>Como você enxerga a capacidade de integração da cidade?</STRONG><BR></SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="COLOR: black">Tem coisas que não se encontra em outro lugar. O Rio consegue ter espaços, como o Posto 9 (na praia de Ipanema), por exemplo, onde se vê pessoas da favela junto com as de classe média alta e gente famosa. Aqui, costumamos usar uma expressão tipicamente carioca, que é “tamo junto e misturado”. Todo mundo na mesma linha, na mesma conexão. Acho que os Jogos serão exatamente isso.<BR><BR></SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="COLOR: black"><STRONG>Isso vem do próprio espírito do carioca, não?</STRONG></SPAN></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="COLOR: black">Claro que sim: da criatividade, do jogo de cintura, da capacidade de improvisação. Isso tudo também é levado para a área social e é exportado junto com a nossa metodologia, por exemplo, que vai para outros países através da nossa tecnologia social.<BR><BR></SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="COLOR: black"><STRONG>Como funciona a metodologia exportada?<BR></STRONG>Na verdade, não mexemos muito no que fazemos aqui. Na maior parte das vezes, o formato é o mesmo, mas com respeito aos limites de cada cultura. Entre outras atividades, levamos oficinas de percussão, dança, teatro, circo, fazemos apresentações musicais, formamos multiplicadores.<BR><BR></SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="COLOR: black"><STRONG>Como está a caminhada internacional do grupo?</STRONG><BR>O AfroReggae desenvolve projetos em vários países como Inglaterra, Índia, China, Alemanha e Colômbia, entre outros, e as pessoas costumam ficar impressionadas com o impacto e a velocidade dos resultados. Os melhores frutos vêm da Inglaterra, para onde fomos convidados a levar ações sociais visando aos Jogos Olímpicos de 2012. Montamos espetáculos artísticos, oficinas em bairros sofisticados e bairros populares, formamos agentes que vão levar a metodologia adiante. Desde então, vamos para lá de duas a três vezes por ano, em cada viagem ficamos de duas a três semanas.<BR><BR></SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="COLOR: black"><STRONG>De que forma você imagina a participação do AfroReggae no Rio 2016?<BR></STRONG>Não sabemos exatamente como, mas é claro que podemos ajudar, dar idéias. Não podemos esquecer que existem diversas outras iniciativas – como o Nós do Morro (grupo de teatro do Morro do Vidigal), a CUFA (Central Única das Favelas), o Instituto Sou da Paz e outras - que também podem colaborar. Além disso, acho muito importante o diálogo efetivo dos três níveis de governo e a construção de uma candidatura do Brasil inteiro, em que todos se sintam parte integrante do mesmo sonho. Talvez devamos consultar pensadores e formadores de opinião de todos os cantos do país, ver de que forma eles podem contribuir.<BR><BR></SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="COLOR: black"><STRONG>Em Rio 2007, de que forma o grupo participou?<BR></STRONG>Ativamente. Fomos convidados para receber todas as delegações que disputaram os Jogos dentro da Vila Pan-americana. Formamos nove grupos, cada um com uma apresentação diferente, para dar as boas-vindas a todos os atletas, dirigentes, comissões técnicas.<BR><BR></SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="COLOR: black"><STRONG>O que você poderia dizer sobre as nossas chances de sediar os Jogos?<BR></STRONG>O Rio tem todas as condições de fazer os Jogos mais eficientes, não só pela vista maravilhosa, mas pela vocação que tem de realizar grandes eventos, como o Pan-americano de 2007 e o show dos Rolling Stones na praia de Copacabana, um dos maiores a céu aberto no mundo.<BR><BR></SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="COLOR: black"><STRONG>E o que você entende como nossos diferenciais?</STRONG><BR>Além dessa vista maravilhosa, o que pode fazer diferença na nossa candidatura são as questões sociais e culturais. Turismo, entretenimento, cultura, revitalização da zona portuária. Nesses pontos, temos potencial para sermos os melhores.<BR><BR></SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="COLOR: black"><STRONG>Para finalizar, fale um pouco do evento de comemoração dos 15 anos do AfroReggae.<BR></STRONG>Será dentro da 9ª edição do prêmio Orilaxé, que acontecerá nesta quarta-feira, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Uma festa para 2,5 mil pessoas, de todas as cores, classes, credos e opções sexuais. Haverá show com a banda AfroReggae, que dividirá o palco com Zeca Pagodinho, Olodum, Rappin Hood e Leandro Sapucahy. No repertório está a clássica “Imagine”, de John Lennon, que será tocada pelo AfroReggae junto com um grupo de Hare Krishna e a Banda 190, da Polícia Militar. </SPAN></SPAN></P>]]></description>
      <link>http://www.rio2016.com.br/pt/Entrevistas/Entrevista.aspx?idConteudo=548</link>
      <pubdate>6/23/2008 2:10:48 PM</pubdate>
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    <item>
      <title>Técnico é destaque em esportes individuais</title>
      <description><![CDATA[<P>A carreira de sucesso do técnico Nélio Moura lhe rendeu o prêmio de Melhor Técnico em esportes individuais, concedido pelo COB. A homenagem ocorreu na cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, dia 16 de dezembro, no Teatro do MAM, no Rio de Janeiro.<BR><BR>Nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, atletas treinados pelo técnico Nélio Moura dominaram as provas de salto em distância e conquistaram duas medalhas de ouro. O destaque foi a medalha de ouro de Maurren Maggi. Irving Saladino, atleta também treinado por Moura há quatro anos no Brasil, obteve o primeiro ouro olímpico da história do seu país, o Panamá.<BR><BR>Em 1992, Nélio iniciou os treinamentos com a medalhista de ouro, na época com 16 anos. Ele é técnico da seleção brasileira desde 1990, e em seu currículo destacam-se competições como: os Jogos Olímpicos (Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008); Jogos Pan-Americanos Juvenil, Sub-23 e Adulto; Campeonatos Mundiais de Adultos; Mundiais Indoor; Mundiais Juvenis; entre outros. Moura tem mais de 20 artigos técnicos e científicos publicados em revistas especializadas, além de ser mestre em Performance Humana.<BR><BR><STRONG>O que representa ser o treinador da primeira mulher a conquistar uma medalha de ouro no atletismo brasileiro?<BR></STRONG><BR>A conquista da Maurren em Pequim foi espetacular e representou também o ponto alto de minha carreira e da Tânia (esposa). Seu ineditismo, no entanto, não foi para mim o que realmente importou. Competíamos no presente, com metas absolutamente concretas e realistas. Vê-la produzir seu melhor, no momento mais importante de sua vida esportiva foi algo indescritível.<BR><BR><STRONG>Como é receber a premiação de melhor técnico de esporte individual, que ocorreu pela primeira vez&nbsp;no Prêmio Brasil Olímpico?<BR></STRONG><BR>Estou bastante contente por ter a honra de representar os treinadores de modalidades individuais no primeiro ano em que o prêmio é “desmembrado”. Normalmente, pelas características do próprio esporte, treinadores de modalidades coletivas têm uma exposição bem maior que a nossa. Essa iniciativa do COB pode ajudar a mostrar as particularidades do trabalho do treinador de modalidades individuais.<BR><BR><STRONG>Qual a sua avaliação como treinador de atletismo da organização dos Jogos Pan-americanos Rio 2007?</STRONG><BR><BR>A organização dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 foi, no meu ponto de vista, impecável. Atletas e treinadores tiveram as melhores condições para buscarem os melhores resultados naquele evento.<BR><BR><STRONG>Quais sugestões você daria para que a realização Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro estimule o crescimento do esporte no país e na América Latina?<BR></STRONG><BR>Ainda há tempo para iniciarmos um grande projeto de desenvolvimento do esporte olímpico no Brasil e na América Latina, que possa trazer alguns frutos já em 2016, mas principalmente a partir de 2020. Uma eventual vitória da candidatura do Rio deve servir como motor para a implantação desse projeto, que pode permitir o desenvolvimento esportivo sustentado na região. O principal é não esquecer que não basta uma grande organização na preparação e durante o próprio evento. O investimento na formação e na preparação das equipes olímpicas, e o bom uso das instalações após os Jogos, são fatores que determinarão o sucesso dessa iniciativa.<BR><BR><STRONG>Qual a sua expectativa para a candidatura Rio 2016?<BR></STRONG><BR>Reforçando a resposta anterior, minha expectativa é que não apenas demonstremos nossa capacidade para organizarmos grandes eventos, mas também de nos prepararmos adequadamente para eles, bem como a capacidade de usar a estrutura construída para o desenvolvimento contínuo do esporte no Brasil.<BR><BR><STRONG>Como um jovem atleta se interessa pelas modalidades de saltos?<BR></STRONG><BR>A figura do ídolo, do modelo tem uma importância muito grande na conquista de novos adeptos para a modalidade. Hoje, temos o maior e melhor ídolo que poderíamos desejar: uma pessoa carismática, vitoriosa, perseverante, com uma história de vida ímpar e exemplar, e genuinamente interessada em contribuir para que sua medalha se multiplique.<BR><BR><STRONG>Você também é treinador do panamenho Irving Saladino, que obteve o primeiro ouro olímpico da história do seu país com um salto de 8,34m. Quais os desafios de treinar um atleta estrangeiro e qual foi a sua sensação ao vê-lo ganhar?</STRONG><BR><BR>O Irving tem muitas semelhanças com os atletas brasileiros e, morando no Brasil há mais de quatro anos, já está plenamente adaptado. Também já acho que o conheço tão bem quanto aos demais atletas que oriento, portanto sua nacionalidade não impõe dificuldades maiores. O desafio era similar ao da Maurren: como transformar em realidade a possibilidade de medalha? Só depois da competição, acompanhando pela internet a celebração ocorrida no Panamá, é que me dei conta da grandeza de seu feito.<BR><BR><STRONG>Quais são os atributos necessários para ser um bom técnico de atletismo?<BR></STRONG><BR>Há uma série de pré-requisitos, mas basicamente quem deseja se tornar um bom profissional deve buscar a melhor formação, de maneira continuada. Não dá para parar de estudar. Precisamos estar aptos para consumir Ciência, aplicar no nosso dia-a-dia a melhor informação que estiver disponível. Mas há também uma série de atributos pessoais que determinam a “Arte” do treinador e quem conseguir a melhor combinação entre Arte e Ciência acaba tendo mais sucesso.<BR><BR><STRONG>De que maneira o esporte pode servir como ferramenta de inclusão social?<BR></STRONG><BR>Sempre acreditei que o esporte educa e tem um grande poder de transformação. São incontáveis os exemplos de pessoas que tiveram suas vidas completamente mudadas pelo esporte, a maioria delas anônimas. Pessoas que tiveram a oportunidade de estudar, que desenvolveram valores éticos e morais, que se socializaram, enfim, que conquistaram a cidadania, através do esporte.</P>]]></description>
      <link>http://www.rio2016.com.br/pt/Entrevistas/Entrevista.aspx?idConteudo=726</link>
      <pubdate>1/27/2009 12:06:33 PM</pubdate>
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      <title>“Será incrível disputar os Jogos Olímpicos no Rio”.</title>
      <description><![CDATA[<P>Marta Vieira da Silva começou jogar futebol aos 12 anos, em sua cidade natal, Dois Riachos, em Alagoas. Aos 14 anos foi para o Rio de Janeiro, onde jogou pelo Vasco da Gama. A atleta coleciona conquistas: campeã e artilheira do Campeonato Brasileiro Sub-19, em 2001; quarto lugar na Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2003; bicampeã pan-americana. O título mais recente é a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008.<BR><BR>Aos 22 anos, a meia atacante já atingiu a incrível marca de 191 gols em 189 jogos e após cinco temporadas no futebol sueco, ela vai participar do campeonato nacional feminino mais disputado do mundo, o Women's Professional Soccer (WPS). A meia atacante faz parte do seleto grupo de jogadores que conquistaram por três vezes o título de melhores do mundo (além dela: o francês Zinedine Zidani, a alemã Birgit Prinz e o "fenômeno" Ronaldo Nazário).<BR><BR><STRONG>Como é ser eleita pela terceira vez a melhor jogadora do mundo pela FIFA?</STRONG><BR><BR>É o mesmo sentimento da primeira vez. Sempre foi o meu objetivo e, todo o ano, coloco como uma meta na temporada: ser a melhor do mundo.<BR><BR><STRONG>Qual a sua expectativa para a candidatura Rio 2016?<BR><BR></STRONG>Muito grande. Estive conversando com os organizadores e soube que as concorrentes são muito fortes. Mas eu confio no Rio. Será incrível disputar os Jogos Olímpicos no Rio.<BR><BR><STRONG>Você jogou no Vasco da Gama no início de sua carreira. Como foi viver no Rio de Janeiro?<BR><BR></STRONG>Foi um período de dificuldades, mas fundamental para a minha carreira. Não largo mais o Rio.<BR><BR><STRONG>No dia da final do futebol feminino dos Jogos Olímpicos de 2016, você terá completado 30 anos. Daqui até lá, quais os seus objetivos pessoais e o que você idealiza para o futebol feminino brasileiro?<BR><BR></STRONG>Olha, não adianta idealizarmos. Quem precisa idealizar são as pessoas que tem condição de fazer acontecer. Até lá, quero ter conquistado um ouro olímpico e um Mundial com a Seleção.<BR><BR><STRONG>A participação da Seleção Brasileira de Futebol Feminino foi espetacular. Como foi ganhar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008?<BR><BR></STRONG>Foi a segunda vez consecutiva que não conseguimos o ouro, mas realmente sabemos que somos vencedoras.<BR><BR><STRONG>Como foi sua infância em Alagoas e o que te motivou a jogar futebol e iniciar sua carreira?<BR><BR></STRONG>Foi uma infância boa para mim, mas difícil para minha mãe. Ela trabalhava o dia inteiro para colocar comida na mesa. Hoje, tudo que eu ganho, é por ela e para ela.<BR><BR><STRONG>A Suécia e os Estados Unidos são dois países com grandes diferenças. Após cinco temporadas no futebol sueco, o que você espera desta mudança para os Estados Unidos, onde atuará no Los Angeles Sol?<BR><BR></STRONG>Espero poder ajudar a divulgar o futebol feminino americano e também poder ajudar o meu time a conquistar títulos.<BR><BR><STRONG>O futebol feminino vem ganhando popularidade, principalmente após as conquistas da seleção brasileira de futebol feminino. Você acredita que o esporte pode servir como ferramenta de inclusão social?<BR><BR></STRONG>Com certeza. Dentro de campo, não há diferença social. Somos iguais. Amamos o futebol. Somos mulheres brancas, negras, magras, fortes. Somos iguais porque o esporte é a nossa vida.<BR><BR><STRONG>Qual conselho você daria para as jovens que sonham seguir carreira esportiva?</STRONG></P>
<P>Jamais desistir de um sonho.</P>
<P>&nbsp;</P>]]></description>
      <link>http://www.rio2016.com.br/pt/Entrevistas/Entrevista.aspx?idConteudo=740</link>
      <pubdate>2/12/2009 7:27:39 PM</pubdate>
      <guid>740</guid>
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      <title>Sandra Pires é um exemplo de perseverança e superação</title>
      <description><![CDATA[<P>A carioca Sandra Pires, ao lado de Jacqueline Silva, conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, ano em que o vôlei de praia estreou no evento esportivo. Quatro anos depois, junto com Adriana, ela conquista a medalha de bronze nos Jogos de Sydney 2000. Aos 14 anos, iniciou sua carreira no vôlei. Dois anos depois trocou as quadras pela areia, onde se destacou pela velocidade, boa colocação e técnica.<BR><BR>A atleta foi eleita pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) a melhor jogadora de vôlei de praia dos anos 90 e é tricampeã do Circuito Mundial de Vôlei de Praia. Aos 35 anos, sagrou-se tricampeã do tradicional torneio Rainha da Praia, realizado em fevereiro deste ano, na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro.<BR><BR><STRONG>Qual a sua expectativa em relação à candidatura do Rio de Janeiro à sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016?<BR><BR></STRONG>Eu acho maravilhoso. Temos que acreditar que somos capazes. Nós temos um povo receptivo e trabalhador e com isso podemos fazer belos Jogos Olímpicos. Todos devem estar unidos: os governos junto com o povo. Com a realização dos Jogos aqui, o Brasil será mais conhecido e respeitado no mundo.<BR><BR><STRONG>Quais serão os benefícios para a cidade com a realização dos Jogos de 2016?<BR><BR></STRONG>O esporte pode ajudar muito a melhorar o país com as instalações que ficarão de legado para a cidade e poderão ser utilizadas em programas de desenvolvimento do esporte em parceria com escolas e universidades. Acredito nesta união de esporte e educação. Com os Jogos no Rio, estes jovens poderão estar perto de seus ídolos.<BR><BR>As melhorias no transporte serão um grande legado. A educação no trânsito também será muito benéfica porque como em todos os países que sediam os Jogos, existe uma faixa exclusiva para carros oficiais. Outro benefício é o trabalho em equipe que será realizado.<BR><BR><STRONG>A dupla de vôlei de praia formada por você e Jacqueline foi responsável por trazer a primeira medalha de ouro feminina do Brasil. O que isso representou para as mulheres esportistas no país?<BR><BR></STRONG>Eu acredito que foi muito importante. Foi um marco, um ponto inicial. As mulheres passaram a acreditar que elas podiam conseguir com trabalho. Foi um presente para todas as mulheres e serviu como motivação principalmente para atletas que já praticavam outros esportes. Eu lembro que várias mulheres saíram de seus carros para comemorar conosco durante o desfile no caminhão dos bombeiros. Foi uma conquista nossa e das mulheres do Brasil.<BR><BR><STRONG>Qual a sensação de ser a primeira tricampeã do torneio Rainha da Praia competindo com atletas mais jovens?<BR><BR></STRONG>Naquele momento, minha maturidade e equilíbrio me ajudaram muito. Estava competindo com jovens que queriam ganhar. Eu já tinha vivido isso 11 vezes e tirei proveito da minha experiência. A minha forma física também foi outra vantagem. Assim como eu, as atletas estavam em começo de temporada, época em que muitas ficam acima do peso por causa das férias.<BR><BR>Eu não engordo durante as férias. Tirei proveito disso. Administrei o cansaço e o calor que sentia, além de não cometer os erros que algumas atletas que estavam ali pela primeira vez cometeram. Me sinto orgulhosa!<BR>Algumas meninas falaram “quero chegar bem assim aos 35”!<BR><BR><STRONG>Qual conselho você deixa para as atletas que desejam se profissionalizar?<BR><BR></STRONG>Não desistir. O caminho não é fácil. É preciso sempre acreditar e dar o seu melhor. A dedicação e o equilíbrio são fundamentais. As jovens atletas devem estar sempre atentas a todas as oportunidades e informações. É importante saber conversar e negociar.<BR></P>]]></description>
      <link>http://www.rio2016.com.br/pt/Entrevistas/Entrevista.aspx?idConteudo=760</link>
      <pubdate>3/5/2009 6:31:32 PM</pubdate>
      <guid>760</guid>
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